Guia do Espumante com 4 opções para você beber

Vitórias pessoais e profissionais, além de datas comemorativas, são momentos que merecem uma comemoração de qualidade, pois a vida é feita de momentos que merecem variados tipos de celebração, que podem se tornar ainda melhores quando acompanhadas de um espumante. 

Por mais que seja uma bebida bastante conhecida, ainda há diversas dúvidas que envolvem espumantes, desde o seu processo de fabricação até mesmo sobre seus sabores e suas possíveis harmonizações. Pensando nisso, trouxemos neste artigo um guia do espumante com um plus de 4 opções para você beber. 

História do espumante

O espumante teve início na França por volta do século XVII, em uma região chamada Champagne. Essa região sempre foi produtora de vinhos na França, tanto brancos quanto tintos.  

Com a invenção das garrafas em 1680 pelos ingleses, a comercialização dos vinhos ganhou maior praticidade. A partir desse momento se iniciou os problemas para os vinhos Champagne, que sofriam uma segunda fermentação na garrafa, pressurizando e lançando as rolhas e explodindo as garrafas. 

Um monge beneditino e tesoureiro da abadia de Hautvillers chamado Don Pérignon, que era responsável pelos vinhos, teve a missão de solucionar esse problema dessa segunda fermentação. Sendo assim, ele começou a pesquisar e a estudar esse fenômeno e a compreender que o que estava ocorrendo era devido ao gás carbônico (CO2), recomendando assim, que as garrafas fossem reforçadas. 

Segundo a tradição, relata-se que, ao abrir uma garrafa molhada, Don Pérignon surpreendeu-se pela espuma da bebida, e quando a provou, disse a seguinte frase: “Estou bebendo estrelas!”.

Don Pérignon foi quem mais se dedicou ao processo da segunda fermentação na garrafa, atualmente conhecida como método Champenoise, ao qual falaremos mais a frente.

No Brasil a produção de espumantes teve início em 1913, no município de Garibaldi – RS. O autor do primeiro espumante brasileiro foi o imigrante italiano Manoel Peterlongo, elaborado pelo método Champenoise. Passados mais de 100 anos, o Brasil já se consolidou como terroir de referência na elaboração de espumantes de qualidade e a cada safra, o espumante brasileiro vem conquistando consumidores no Brasil e no exterior. 

Tipos de espumante

Como explicamos acima, os espumantes se caracterizam pela presença de borbulhas, essas bolhas são provenientes de uma segunda fermentação que não libera gás carbônico para o ambiente e o incorpora ao líquido, proporcionando a formação dessas “estrelas engarrafadas”. Com isso existem dois tipos de fabricação dos espumantes, o Charmet e o Champenoise, também conhecido como método tradicional. 

  • Champenoise – Tradicional: Neste método, a produção segue a metodologia de vinificação utilizada pelos franceses produtores de champagne, onde a segunda fermentação ocorre dentro da própria garrafa e pode levar mais tempo para ser elaborada. O que requer maior mão de obra para produção desse tipo de bebida. Na sequência, muitos produtores iniciam um processo que inclui a adesão de um elemento chamado de liqueur de tirage, que é uma mistura de açúcar e vinho que pode ser proveniente da beterraba, cana-de-açúcar ou da uva. Esse mix possui algumas leveduras que vão ajudar nessa segunda etapa de fermentação.  
  • Charmet: Conhecido como segundo método de produção de espumantes, uma vez que foi desenvolvido depois do método Champenoise. Neste método, a segunda fermentação ocorre em tanques pressurizados e assim que esse processo termina, o líquido é envasado para que os degustadores, deleitem-se e apreciem essa deliciosa bebida.  

Logo após a segunda fermentação há uma etapa chamada de dégorgement (em português “degola”). 

O momento do dégorgement 

Este processo ocorre quando as células mortas das leveduras processadas durante a segunda fermentação, conhecidas como borra, geralmente dissolvem-se no líquido do espumante por meio do processo de autólise. Este período é chamado de “tempo sur lie”. Desta forma quanto maior a duração do contato entre esses dois elementos, maior o corpo, a cremosidade e a complexidade da bebida. Após o fim, que pode durar entre seis meses e cinco anos, o espumante não pode ser simplesmente retirado da garrafa e filtrado. Pois se caso acontecesse, a garrafa perderia um de seus principais elementos: o perlage

Como solução, as garrafas são giradas e movimentadas durante em média 60 dias para que as borrar se desgrudam das paredes e do fundo do vidro e acabam depositando-se nos gargalos. Dessa forma chega o momento do dégorgement, ou a degola do gargalo. 

Há também os espumantes com açúcar na composição. Falaremos agora dos mais secos aos mais doces. São eles: 

  • Espumante Nature: Este espumante possui até 3 gramas de açúcar por litro. Ou seja, praticamente não possui o ingrediente em sua composição; 
  • Espumante Extra-brut: Possui a dosagem de açúcar variando entre 3 e 8 gramas por litro. É considerado seco, mas não tão seco quanto o espumante nature. 
  • Espumante Brut: O espumante Brut possui entre 8 e 15 gramas de açúcar por litro. Este trata-se do espumante seco mais comum, por isso, mas facilmente encontrado nos mercados. Para quem gosta de vinhos secos, esse é o espumante considerado ideal.  
  • Espumante Sec, ou seco: Este possui entre 15 e 20 gramas de açúcar por litro. Para quem não gosta de bebidas secas nem doces, este é um ótimo espumante. De modo comum e errado, o espumante Sec ou seco, é comercializado com a nomenclatura de Brut. 
  • Espumante Demi-sec: O espumante Demi-sec possui uma dosagem de açúcar extremamente variável, podendo ir de 20 a 60 gramas de açúcar por litro. É recomendado para quem gosta de espumante bem doce, mas não tão doce quanto o moscatel, nem tão seco quanto o Brut. Essa variação de bebida é amplamente conhecida por ser bastante comercializada. 
  • Espumante Doce: Para concluir temos o espumante doce, que possui dosagens superiores a 60 gramas de açúcar por litro. De modo comum, é comercializado sob nomenclatura de moscatel, e é um bom pedido para quem possui um paladar voltado aos doces. 

 

4 opções de espumante para você beber 

Espumante Chandon Brut Rose

Não tem como falar de espumante e não lembrar do famoso Chandon, não é? Esse espumante tem aromas de frutas vermelhas como morango, amora e a cereja com toques sutis de especiarias doces. E leva ao prazer de uma experiência sensorial única de um paladar extremamente equilibrado de ataque com refrescante, seguido imediatamente da sensação aveludada de grande maciez com volume harmonioso, e da cremosidade conferida pelas leveduras da segunda fermentação, balanceado com a justa proporção de licor de expedição e com um final agradável meio-persistente sobre toques de frutas vermelhas.

clique e compre

Espumante Luiz Argenta Brut 48 meses Champ

Espumante bastante cremoso com ótimo volume em boca, ótima persistência e muito equilibrado. Aromas intensos e delicados, que lembram principalmente frutas secas, nozes, amêndoas e damascos.

clique e compre

Espumante Messias Grande Reserva Blanc de Noirs

Espumante feito pelo método tradicional Champenoise. Recebeu 90 pontos por Robert Parker. Produção limitada a poucas garrafas.

clique e compre

Espumante Santa Colina Brut

O Espumante Brut Santa Colina é produzido pela Vinícola Nova Aliança (Flores da Cunha, RS)

Elaborado a partir de uvas Chardonnay, Riesling e Pinot Noir, esta bebida, ao ser degustada, apresenta coloração amarelo-palha dourado, com perlage persistente formado por borbulhas finas. Os aromas lembram maçã verde, ameixa preta e pão tostado. Apresenta sabor intenso, nítido e persistente.

Ideal para acompanhar aperitivos leves, frutas, pratos a base de peixes e carnes brancas.

clique e compre

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Novidades Você gostaria de receber as novidades sobre vinhos, carnes e os melhores rótulos. Não Sim