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Vinhos e queijos: o guia completo para harmonização

Em ocasiões especiais, sozinho ou acompanhado, um bom vinho e uns pedacinhos de queijo são a harmonização perfeita. Claro que sua mesa pode contar – nestes momentos e em outros – com mais uma série de componentes que, quando bem escolhidos, ajudam a tornar a ocasião ainda mais especial. Podem ser frios, massas, frutas e água. Estes e outros elementos ajudam a compor a harmonização que se dá, sobretudo, entre dois parceiros: os queijos e vinhos. Mas não se engane em achar que basta ir ao supermercado, comprar o famoso queijo mussarela e qualquer garrafa de vinho, que vai estar preparando uma ocasião, por mais simples que seja, cheia de sabor e intensidade no seu paladar.

É claro que o queijo mussarela têm seu valor – e como! Mas tanto ele como os demais precisam estar associados a aperitivos e bebidas que tenham o potencial de harmonizar no seu paladar. Por isso acompanhe algumas dicas importantes para tornar isso possível. Acredite: não há mistério em matéria de harmonização de queijos e vinhos, o que é preciso ter é criatividade e um pouco de conhecimento do que compõe um e outro e o que é preciso trazer para perto na tentativa de complementá-los.

Os queijos

De um lado está o queijo, que pode ser de massa mole, dura ou um meio-termo. Pode ainda variar em sua cor, com tonalidades que passeiam entre o branco, amarelo, rosa, preto, cinza – sem falar nos que misturam estas e outras cores. Uma opção de culinária presente em diversos países, inúmeras receitas e apreciada por paladares tão diversos. Estes, quando consomem muitos pratos doces e salgados, descobrem alguns dos ingredientes e desvendam os queijos escondidos que dão sabor, textura, cor e outro tanto de aspectos indispensáveis. É uma opção de aperitivo, acompanhamento, entrada ou outros nomes, mas também de componente importante dos pratos principais e, por que não, das sobremesas. O sabor salgado dos queijos dá ainda uma ajuda, em matéria de intensidade, em pratos doces, como o famoso bolo Romeu e Julieta – também chamado de ‘‘bolo de queijo com goiabada’’.

Os vinhos

Já por outro lado, um outro conhecido de muitos paladares. Este e muitos outros aspectos os fazem semelhantes – até certo ponto. Também se apresenta em diferentes cores – geralmente tonalidades mais claras e suaves e outras escuras e fechadas. O mosaico de variações de tonalidade, neste caso, já não é tão variado. São extremos: algumas cores brancas e suaves, outras tintas e escuras. Claro que, na prática, esses componentes nem sempre são parceiros em uma mesma garrafa. É claro que já é possível descobrir quem é o segundo personagem que aparece aqui.

 

Um pouco da história

Os vinhos não tem pouca idade. Para não esquecer de falar sobre a idade dos queijos, seu surgimento indica cerca de 8.000 a.C., com a história de ovelhas que foram domesticadas e uma outra que percorre os dias de povos do Oriente Médio e outros chamados Túrquicos, que eram nômades, na Ásia Central. Voltando aos vinhos, esses têm semelhante história, se for levado em conta o possível período em que surgiram. Data de 6.000 a.C., justamente no período em que os homens – que eram nômades –, passaram a dedicar-se ao cultivo e domesticação de animais e alimentos, deixando de andar para lá e para cá. É neste tempo quando esses cultivadores começaram a produzir o suco das uvas, depois a deixá-las descansando até chegar ao que se conhece hoje: os vinhos.

Outras teorias apontam que o vinho tem bem mais idade que isso, aproximadamente seis milhões de anos. Mas, mil ou milhões, os anos que se passaram na história do vinho, e também do queijo, provam que são duas opções que têm motivo para agradar paladares em todo o mundo, das mais variadas exigências.

Passado o tempo, como estão hoje?

Os dois sofreram – no sentido positivo da palavra – não poucas transformações, e o resultado é o que se vê hoje: variadas formas de cuidado da matéria-prima, produção e envelhecimento desses dois produtos. Nem sempre a passagem do tempo significa melhoramento na qualidade, para os vinhos e queijos, mas o tempo ajudou – e muito – no aperfeiçoamento dos dois e, em alguns casos, ajuda também a melhorar o sabor quando estes já estão prontos, oferecidos nas prateleiras dos mercados.

Partindo do pressuposto de que são duas opções culinárias conhecidas e apreciadas – já que são oferecidas e consumidas em todos os cantos do mundo – vale a pena conhecer também o que se experimenta ao coloca-los na boca. Quais as sensações eles provocam? O que exigem e encontram os paladares apreciadores de um bom vinho e uma – ou unas – fatia(s) de queijo? E com quais outros pratos combinam?

Afinal, combinam ou não?

Para responder logo a questão, queijo e vinho combinam, e muito! Mas não se bastam! Existem outro tanto de opções de pratos que combinam com os dois, tanto com um como o outro, como com os dois ao mesmo tempo. Então, quais pratos são esses? E quais combinam mais com os mais conhecidos tipos de queijos e vinhos? Sim, vinhos e queijos são produzidos a partir de processos, em sua maioria, semelhantes, mas os resultados são diversos. As suas variações são múltiplas, assim como o são os paladares. Por isso não se preocupe se não tem costume com vinhos ou queijos, bem como em como agradar o paladar de seus convidados. É possível criar uma ocasião, a base de vinhos e queijos, para diferentes paladares a partir de combinações acertadas.

Para isso, é preciso saber que não é qualquer vinho que combina com qualquer queijo, e vice-versa. Por isso, para não desmotivar os paladares não tão acostumados com alguma dessas opções, e também para aperfeiçoar o daqueles que já experimentam as sensações que ambos provocam, vale a pena conhecer mais sobre cada um, para saber, ao certo, quando torná-los parceiros na missão de oferecer satisfação à quem os consome. Nessa viagem, você vai conhecer não apenas isso, mas o que combina com seus gostos, e quais opções têm grande potencial para agradá-lo ou não.

 

Uma viagem pelo mundo dos queijos e suas melhores combinações

Eles podem ser de diferentes massas, cores e sabores. Ao todo, os queijos são divididos em sete tipos. São eles: branco mole, semimole, duro, azul, temperado, fresco e fresco curado. A diversidade, quando o assunto é sabor, é ainda maior, já que, para cada tipo de queijo há uma série de variações. O ideal é que você identifique primeiro o tipo – ou os tipos – de queijos que mais agradam seu paladar e lhe oferecem maior experiência de satisfação. Esse é o primeiro ingrediente para encontrar a perfeita harmonização, especialmente com os vinhos, mas também com outras bebidas e pratos de sua preferência.

Diferentes, mas não tanto!

Além disso, vale lembrar que vinhos e queijos são semelhantes em matéria de variações. Assim sendo, já é possível supor quantas combinações podem ser feitas com os dois e outros elementos. Falando em suas semelhanças, a textura, por exemplo, é um elemento que mostra o tipo de queijo e também a acidez do vinho. Estes e muitos outros aspectos, de um de outro, ajudam no processo de decisão na hora de compor o cardápio de um jantar, almoço ou outro momento do dia.

Por isso equilibre os sabores de um com o outro, sempre tendo cuidado para não unir complexidades no sabor, principalmente. Isso pode dar uma confusão ao seu paladar e tornar indecifrável cada elemento, quando unidos. Conheça agora algumas dessas características, seus principais componentes e quando e como combinam. Saber essas informações é um componente importante para, mais tarde, conseguir identificar as melhores harmonizações.

  • Queijo tipo branco mole

    Queijo Brie

Essa categoria de queijos oferece uma textura cremosa e delicada. Alguns exemplos são o Camembert ou Brie. Este, por exemplo, é oriundo da França, mas sua produção no Brasil não é recente e sua receita conta com aspectos tradicionais deste país, sem perder, claro, a essência e características europeias. O sabor dos queijos de tipo branco mole são inconfundíveis: sobretudo pela presença dos cogumelos.

Os queijos de tipo mole são fáceis de encontrar um bom parceiro para combinação. O Chardonnay, por exemplo, apresenta corpo intenso e complexo, além de revelar características das barricas de carvalho. Esta é uma boa opção para harmonizar com seus queijos de massa mais suave. Outra dica são os vinhos produzidos a partir das uvas Pinot Noir, que costumam apresentar um toque de frutas associado a aromas.

  • Tipo semimole

    Queijo Gouda

Os ingredientes que entram nesses tipos de queijos são incontáveis, tanto em seu número como em propriedades de cada um. Aqui os bolores são um problema e, para evitar q

ue apareçam, a casca desses queijos é lavada repetidas vezes, o que contribui também para a lentidão no processo de maturação. Alguns exemplos de queijos de massas semimoles, são: Gouda, Maasdam, Asiago, Edam e Taleggio. Como o próprio nome diz – da categoria – são opções não tão moles, mas sem a cremosidade e sensação aveludada próprias dos de tipo mole.

Para cá combine vinhos de tipo branco e com forte aroma. Os tintos também são boas dicas. Exemplo destes são os Barbera e Dolcetto.

  • Tipo duros

 

Queijo Gruyère

Os queijos que entram nesta categoria têm, como aspectos em comum, a intensidade no doce ou salgado, e também teor de ácido e corpo complexo.

Seu processo de maturação é longo, o que gera e aumenta essas experiências de intensidade. Apesar disso, o sal não chega a ser um elemento de notoriedade além do ideal, de modo que se torne agressivo. Algumas opções de queijos de massa dura, são: parmiggiano, grana, gruyère, emmenthal e minas curado.

A melhor combinação, para os queijos duros ou extra duros, são os vinhos tintos. Estes oferecem sabor e corpo suficiente para proporcionar o equilíbrio com o intenso sabor dos queijos de massa mais dura, que têm a intensidade como característica singular. As uvas responsáveis por vinhos que contribuem com essa harmonização são as Cabernet Sauvignon e Merlot.

 

  • Tipo azul

Queijo Gorgonzola

Aqui os bolores fazem toda a diferença. Nessa categoria de queijos entram, com intensidade, elementos que proporcionam a sensação picante, de intensidade e complexidade. São queijos salgados, de sabor durável e que combinam com bebidas e outros pratos mais suaves, afim de favorecer e equilibrar o contraste. Na lista do tipo azuis, estão: gorgonzola, roquefort, bleu’ d’auvergne e valdeon.

E com quais vinhos harmonizar esses queijos de sabor tão intenso?

Os vinhos do Porto, Jerez ou Madeira, por exemplo, se encarregam bem disso. Essas opções são boas pois oferecem, em sua maioria, a presença de frutas e especiarias. Se você unir aqui alguns petiscos, como castanhas ou assados, a experiência vai ser muito especial.

 

  • Tipo temperado

Aqui entram os queijos que contam com especiarias. Algumas delas são: ervas, nozes, frutas secas e alho, por exemplo. As massas podem variar, entre mais ou menos duras, mas a característica mais forte são os sabores somados ao leite. Esse tipo de queijo não é tão comum no Brasil, por exemplo. Elencar alguns dos tipos de queijos dessa massa é difícil, já que cada produtor conta com especiarias particulares.

As dicas de harmonização, para o caso dos temperador, é um desafio. Isto pois o tempero varia de acordo com seu produtor. Assim sendo, escolha vinhos não intensos em seu corpo e sabor, levando em conta a intensidade dos temperos que compõe o seu queijo.

  • Tipo fresco

    Ricota

Aqui entram os queijos mais molhados – ou com maior presença de umidade. Essa característica se faz notar pelos olhos e paladar e, durante a produção, sobretudo pela presença de alguns componentes do leite, que são melhorados para causar essa sensação. São opções ideais para café da manhã, graças a sua suavidade e sensação aveludada. Entre os mais conhecidos, estão: cream cheese, ricota, cottage, feta e minas frescal.

Estes queijos combinam com vinhos brancos, de corpo leve e acidez moderada. Os principais nomes de uvas que produzem esses vinhos são Sauvignon Blanc e Albariño, responsáveis também por vinhos de tipo verde.

  • Tipo fresco curado

Contam com bolores, casca fina e amarelada e firmeza. Estes trazem uma semelhança dos de tipo temperado, como a presença das especiarias. Não são tão conhecidos e consumidos no Brasil, em virtude da presença de ingredientes particulares e exigências externas a que esse tipo de queijo está sujeito. Alguns exemplos de frescos curados são o valençay e clochette.

Escolha vinhos brancos e leves para combinar com queijos de tipo curado. Estes apresentam, em sua maioria, tons frutados e refrescantes, com elevado teor de acidez. Algumas sugestões são os Sauvignon Blanc, Muscadet e espumantes.

 

Saindo dos queijos, um passeio pelos vinhos

Realmente a combinação é perfeita. Queijos e vinhos combinam e se dão muito bem no seu paladar, especialmente quando estão bem escolhidas as duplas. Conhecendo um pouco mais a respeito das propriedades e ingredientes dos queijos, e seus diferentes tipos, é preciso saber mais a respeito do seu parceiro. Esta é uma boa forma de saber quando combiná-los e quem vai acompanhar quem.

Mas antes disso, vale lembrar que, além do sabor próprio de cada vinho, existem as variações que se podem notar a partir do momento em que estes se encontram com os queijos e outras opções. Por isso, lembre-se da intensidade dos queijos que, unida à força do sabor dos vinhos, pode gerar uma sensação de desconforto no seu paladar. Ao contrário, prefira a harmonia de sabores em que um é intenso e o outro menos. Então, é hora de entender direitinho a que essas variações se referem.

E os vinhos, como se dividem e o que apresentam?

Por outro lado, estão os vinhos, parceiros perfeitos dos queijos. Mas nem todo vinho combina com qualquer tipo de queijo e, na hora de apreciar os dois, nada melhor que conhecer um pouco a respeito das propriedades e algumas das variações desse tipo de bebida. Para começar, os vinhos também são divididos em categorias e, para cada uma delas, existe uma série de opções desta bebida. As grandes divisões são: vinhos brancos, rosés, tintos, doces e secos. Você ainda vai encontrar os espumantes, opções de vinhos que contam com um processo duplo de fermentação.

Esse tipo de bebida – vinhos – não exige, necessariamente, opções de pratos. Especialmente os brancos e tintos podem ser ingeridos sozinhos e, geralmente, oferecem a sensação de maior suavidade e leveza ao paladar. Para os mais acostumados com essa bebida, por sua vez, os secos podem ser as melhores opções. Mas essas bebidas oferecem muitas características variadas, e para escolher uma ou outra é preciso conhecer um pouco de todas.

Vinhos Brancos

Leves

Estes são vinhos que apresentam consideráveis toques de acidez, baixo teor alcóolico e presença de frutas cítricas. São vinhos ideais para o consumo de pessoas que não estão acostumadas a bebidas alcóolicas e que querem passar a apreciá-las. Combinam, sobretudo, com pratos frios e podem ser ingeridos em qualquer momento do dia. Alguns exemplos de bebidas para essa categoria são: Moscatel, produzido no Brasil; Verde, de Portugal; Chenin Blanc, da França.

 

Corpo Médio

Aqui estão os vinhos que tiveram um bom contato com o carvalho, durante o processo de envelhecimento. Isso favorece a intensidade do sabor e aroma dessas bebidas. Elas têm um final durável e sabor complexo. Exemplos de bebidas com corpo médio são Sauvignon Blanc, especialmente os produzidos no Chile e Nova Zelândia, e os Chardonnays, oriundos da Austrália e Espanha.

Encorpados

Por último, para compor o grupo dos vinhos brancos, estão os encorpados. Como o próprio nome diz, são opções que oferecem maior durabilidade, complexidade e notável presença dos carvalhos. Não é por outro motivo que os vinhos que entram nessa categoria devem ser apreciados na companhia de pratos igualmente intensos. Seu aspecto é aveludado, o que não significa dizer que é um vinho sem corpo intenso. Alguns exemplos dele, são: Chardonnays, produzido nos Estados Unidos e o Rioja, da Espanha.

Vinhos Rosés

Leves

Semelhantes aos do tipo branco, esses combinam com paladares não acostumados com vinhos e também os que apreciam vinhos simples, com sabor refrescante e intenso em seus ingredientes. Combinam com pratos de sabor não intenso e podem ser ingeridos sozinhos. Na coloração, é notável o cereja claro e salmão. Os mais conhecidos são produzidos no Vale do Rhône, ao sul da França.

Encorpados

De corpo intenso e alto teor alcóolico. Combinam com carnes vermelhas e outros pratos de grande complexidade em seu sabor. Os mais conhecidos são das vinícolas de Novo Mundo, na Espanha e Portugal.

Vinhos tintos

Leves

Esse grupo de vinhos possui, como característica em comum, a presença de frutas, no aroma e acidez intensa. Seu corpo não é intenso e o final não prolongado, combinam sobretudo com pratos que também oferecem suavidade, como os frios. Os queijos são bons exemplos de acompanhamento para os tintos leves. Outra característica é a presença dos taninos. Os mais conhecidos desse tipo de vinho são os Beaujolais, Borgonhas e outros que têm a uva Pinot Noir como base.

Corpo Médio

Aqui estão os que têm um bom contato com os carvalhos, no período de envelhecimento. Outras características dos vinhos de corpo médio são os aromas específicos de cada região onde são produzidos, o corpo equilibrado, sem deixar de lembrar da presença dos taninos. Como seu corpo não é muito complexo, combina com variados pratos, de simples a intensos e mais gordurosos. Exemplos de bebidas dessa categoria, são: Bordeaux e Borgonhas mais simples.

Encorpados

Eis as opções de vinhos que apresentam a madeira, taninos e características que remetem ao processo de envelhecimento. Seu corpo é ainda aveludado e longo. As melhores combinações se dão com pratos igualmente intensos e ricos em teor de gordura. Essa categoria de vinhos é responsável por grande produção em todo o mundo. Entre os mais conhecidos estão: Brunello di Montalcino, Ribera del Duero, Bordeaux Cru Classé e os Merlots.

Vinhos doces

Para quem não tem muita familiaridade com vinhos, os doces são boas opções. O que justifica isso é o baixo teor de acidez. Combinam, especialmente, com sobremesas e podem se ingeridos em qualquer hora do dia. Um exemplo de vinhos doces são os licorosos. Estes possuem alto teor alcóolico.

Seus sabores – dos vinhos doces em geral – são intensos. O sabor doce, que não fica para trás, é fruto da colheitas das uvas no tempo certo e, quase passando disso. Como estão muito maduras, delas sai a essência do sabor, transferido integralmente para esses vinhos.

Vinhos secos

Esta é uma opção de vinho que contém baixo teor de açúcar. No processo de fermentação, são as leveduras que ocasionam isso, por meio do processo de redução da glicose. Esta é transformada em álcool, diminuindo assim a sensação de doce, presente, sobretudo, em vinhos suaves e tintos. A glicose – ou açúcar residual – está contida em até quatro gramas por litro. Essa baixa quantidade de açúcar torna os vinhos secos mais consumidos no verão, o que não é uma regra, sobretudo quando se estabelecem harmonizações entre ele e pratos, especialmente os queijos.

Falando em harmonização, para o caso dos queijos, são os azuis que assumem o protagonismo. Isso se dá pois estes queijos apresentam um sabor muito intenso, o que combina com a acidez dos vinhos secos, ou dos tintos mais encorpados.

E então, quais as duplas ideais?

Vinhos para queijos macios

Para queijos de massa suave, combine vinhos que apresentam sabores leves, frutados e que possam ser ingeridos em temperatura ambiente. Os queijos macios combinam ainda com vinhos que apresentam corpo médio, leve e de acidez equilibrada. Aposte em vinhos brancos, como o Chardonnay (especialmente os produzidos em países como África do Sul, Austrália, Brasil, Estados Unidos e Nova Zelândia) ou Chenin Blanc (produzido na África do Sul).

Vinhos para queijos azuis

Para queijos do tipo azul, a opção de bebida deve favorecer o contraste. Por isso, escolha vinhos que tenham sabor intenso e longo, para ‘‘enfrentar’’ o sabor igualmente peculiar de queijos como o gorgonzola. Boas dicas de harmonização são os vinhos para sobremesa, como o vinho do Porto e a linha dos Sauternes. Evite opções de vinhos com muitos taninos, eles podem causar uma variação muito desarmônica com a intensidade dos queijos azuis.

Vinhos para queijos frescos e maturados

Os vinhos que irão combinar com queijos dessa categoria irão se misturar com massas elásticas e fortes. Aqui estão queijos como mussarela e provolone fresco e, para acompanha-los, escolha vinhos tintos de corpo leve ou médio, mas com intensa acidez. Este elemento irá equilibrar o intenso sabor dos pratos mais gordurosos. As uvas cabernet sauvignon são responsáveis por vinhos que se adequam à estes quesitos. Entre outras, são ideais opções como Merlot e Cabernet Franc.

Vinhos para queijos semiduros

Os semiduros contam com um intenso processo de fermentação. Outra característica deles é o sabor adocicado. Harmonize com vinhos leves, ácidos e frutados, que vão equilibrar os dois sabores: intenso do queijo e suave do vinho. Aposte em vinhos tintos e leves, que apresentem notas frutadas no sabor e aroma. Algumas opções, são: Villa Medoro Montepulciano d’Abruzzo, Riesling e Leyda Single Vineyard Neblina.

Vinhos para queijos duros

Estes queijos são encontrados com frequência na culinária. Seu uso se dá, sobretudo, ralado, já que as massas não são de fácil ingestão. Essa textura, complexa e endurecida, combina com vinhos de corpo também complexo, amadeirados e que combinam com sobremesas. Escolha, para queijos como parmiggiano, grana, gruyère e emmenthal, vinhos, como: Malbec (Escorihuela Família Gascón Malbe), Vinho do Porto e Syrah.

 

O segredo dos detalhes: quanto comer, quais acompanhamentos, o que vem primeiro?

Você já deve imaginar, depois de tudo que foi dito, que não basta escolher um bom vinho e o melhor queijo para criar uma boa ocasião. Mas se ainda não está convencido disto, saiba que as quantidades, sequência de sabores e forma em que seu vinho e queijo serão consumidos faz toda a diferença. Claro que a ideia não é deixar essa ocasião cheia de protocolos, mas algumas dicas podem enriquecer ainda mais seus momentos de descanso, ao lado de bons companheiros, sejam os amigos, família ou apenas ao ado de uma taça de vinho e um pedaço – ou alguns – de queijo.

A quantidade de garrafas de vinhos é uma questão importante. Se você e os seus convidados forem bons apreciadores de vinho, a conta de uma garrafa para duas pessoas não é muito segura. O ideal é que você dispense, na mesa, algumas taças que devem ser abastecidas com água, durante todo o momento em que estiverem sendo servidos os pratos e bebidas. Aprenda aqui como montar sua mesa.

Na mesa, o lugar dos queijos e vinhos

Para os vinhos, escolha sempre um ou outro de tipo suave. As outras opções podem ser as que você preferir, mas o vinho suave tem um potencial maior de agradar os paladares que não estão acostumados aos vinhos ou para quem não está querendo experimentar sabores muito fortes. Aqui a água vai ajudar bastante! Ela vai auxiliar no equilíbrio que o vinho e queijo certos irão gerar, e ainda vai limpar a boca, para não atrapalhar a sensação única de cada sabor, quando estes forem sendo alterados em tipo de vinho e queijos, ou outras bebidas e pratos.

No caso dos queijos, a quantidade, geralmente, varia entre 150 g e 200 g por pessoa. Mas não esqueça que eles não devem estar sozinhos na mesa. Uma boa companhia para os queijos e vinhos são os aperitivos, como castanhas, frutas secas, azeitonas. Os petiscos assados também combinam muito com os queijos e vinhos.

Posta a mesa, lembre-se sempre de sugerir os pares: queijos e vinhos certos. Os aperitivos podem ficar sempre à disposição, assim como mais de uma taça para cada vinho que for saboreado. Ou, se preferir, lave-as antes de abastecê-las com vinhos de outros nomes.

Um último detalhe é igualmente importante: a escolha das facas. Os queijos macios podem ser cortados com espátulas, enquanto os que têm massa mais dura com facas afiadas e com ponta. Os queijos meia-cura devem ser cortados com facas de ponta dupla.

 

Detalhes específicos que vale a pena lembrar

  • Queijos frescos e curados combinam, especialmente, com vinhos brancos e leves. Outras opções podem ser os de alto teor de acidez. Os vinhos secos geram boas combinações com queijos que são intensos e saborosos. Exemplo disso são os queijos azuis.
  • No caso dos queijos de massa mais dura, combine vinhos de corpo intenso e complexo. Aqueles que passaram pelo processo de envelhecimento em barricas de carvalho são ideais para serem apreciados com esses queijos.
  • Queijos semimoles combinam com os tintos leves e que apresentam frutas em seu aroma e sabor.
  • No caso dos queijos brancos e moles, escolha bebidas que oferecem sabores contrários. Opte por vinhos mais adocicados.
  • Para os queijos azuis, boas opções também são os vinhos doces, como os do Porto. A união entre o doce do vinho e a intensidade e peculiaridade desses queijos proporcionará um sabor intenso e prolongado.

 

Outros mais gerais…

  • Diferentes como forem, o sabor de um e de outro não deve ser anulado. Para o caso de queijos mais leves, evite os vinhos de sabor muito intenso. Estes, sem dúvida, vão roubar a suavidade dos queijos.
  • Nas ocasiões onde forem servidas carnes muito gordurosas, ou alimentos semelhantes, prefira os vinhos de alto teor de acidez. Já no caso dos queijos de sabor mais intenso – geralmente são os maturados – escolha vinhos também intensos em seu sabor.
  • Os espumantes não devem ficar de lado. Escolha-os quando tiver opções de queijos com alto teor de sal. Estes elementos atenuam, ainda mais, a presença dos taninos dos vinhos intensos, o que não é muito agradável ao paladar. Por isso, aposte nos espumantes.
  • Outro detalhe importante são as combinações a partir da região de produção. Tente combinar queijos e vinhos que são produzidos em uma mesma região – ou nas mediações. A tendência é que eles combinem tanto nas características acima como em outras, do tipo ingredientes que foram utilizados, próprios daquela região, clima e outas características.

 

E para os acompanhantes da dupla Queijo/Vinhos, quais as dicas?

Se você acha que as dicas acabam nas que envolvem diretamente os queijos e vinhos, está enganado! Os aperitivos também contam muito na composição dos sabores e contribuem em limpar o paladar, sobretudo para prepara-lo para saborear queijos e vinhos de outros tipos numa mesma ocasião. Prepare sua mesa com elementos do tipo: massas, patês, frutas e frios. Acompanhe agora a melhor forma de dispor esses pratos na mesa e quais são as mais adequadas formas de apresenta-los e apreciá-los.

  • Pães

Baguette, italiano, preto, integral e francês são opções de pães que combinam em criar a harmonia de cores, na sua mesa, e sabores. Evite, porém, os pães temperados. Estes, geralmente, trazem consigo sabores muito intensos, fruto da presença de ingredientes dos mais variados. Sem saber quais são estes, é provável haver alguma desarmonização com os queijos e vinhos.

Para o caso dos queijos cremosos, invista em torradas. Elas combinam muito com os queijos e muitos vinhos.

  • Patês

Se o assunto é torradas – seguindo as dicas dos pães – os patês não podem ser esquecidos. Os que têm um potencial de combinar com variados tipos de queijos e vinhos são os a base de tomate seco, peito de peru, e também azeitona, atum e milho. Esses membros da sua mesa ajudam a suavizar as torradas e oferecem, ao seu paladar, um toque de frutas ou outros ingredientes que não necessitam compor sua mesa.

  • Frutas

Além de ajudar a compor a mesa, as frutas – especialmente as mais doces e suaves –, oferecem um descanso à sua boca. Elas podem ser ingeridas entre os queijos e vinhos, e entre outros pratos. Escolha frutas da estação, e tenha cuidado com as ácidas, que não combinam e causam atrito com alguns tipos de vinhos e suas especiarias, especialmente os de tipo doces.

  • Frios

Salames, presuntos e lombos podem ser boas opções de frios para acompanhar sua mesa e os outros componentes. Estes elementos não são obrigatórios, sobretudo se sua ideia for tomar, rapidinho, aquela taça de vinho. Mas quando quiser tornar uma ocasião ainda mais especial, não pense duas vezes antes de contar com os frios. Eles combinam – e muito bem –, com todos os tipos de queijos.

  • Geleias

São fieis parceiras dos queijos e frios. No caso das cítricas (laranja ou limão, por exemplo,) combinam com queijos de tipo curados. Já as geleias de frutas vermelhas, são bons acompanhamentos para os queijos de massa menos mole, os cremosos. Geleias com pimenta, por sua vez, podem ser associadas ao consumo de diversos tipos de queijos. Estas combinam muito com os frios, que já foram explicados e podem estar na sua mesa.

 

Não é tão difícil, basta harmonizar!

Depois de tudo isso é possível notar que, para gerar uma perfeita harmonização não é preciso ter vinhos ou queijos muito distintos. Ao contrário! Basta haver criatividade e um pouco de conhecimento a respeito da composição de um e de outro. Você agora sabe que as possibilidades são inúmeras, inclusive em matéria de acompanhamento para os queijos e vinhos. Eles não precisam estar sozinhos à mesa, para evitar o risco de erros e confusões no seu paladar. Basta que sejam escolhidos segundo os critérios de composição de cada um, de modo que não haja demasiada intensidade de aroma ou sabor aqui ou ali.

Lembre-se sempre, também, do que pode faltar ao seu paladar. Uma taça com água, algumas frutas, massas e frios também ajudam no processo de harmonização, que nada mais é senão um processo de combinação entre alguns elementos. Os vinhos e queijos, independente da sua textura e componentes, têm o potencial de combinar, especialmente quando produzidos em uma mesma região. Mas, quando esse não for o caso, descubra o que está por trás de uma garrafa de vinho, conheça a história das vitivinicultoras, das uvas, dos produtores, e também a essência dos queijos, a temperatura ideal, a textura e sabor. Isso será já um grande passo para gerar harmonização e fazer refletir, do paladar e aromas, o suficiente para tornar ainda mais especiais os momentos ao lado de uma garrafa de vinho e os pedaços de queijos suficientes para acompanhá-la.

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